17 agosto 2008

EDUCAÇÃO JÁ ! SOCORRO...



Todos os candidatos, sem exceção, durante suas campanhas prometem priorizar a EDUCAÇÃO.
Alguns dizem, após assumir o governo (seja em qual nível for), que seu antecessor “nada fez pela EDUCAÇÃO...” e que “ele está fazendo o que jamais fora feito”.

Infelizmente o conceito de EDUCAÇÃO é abstrato, algo irreal, invisível, volátil, e portanto, impossível de ser “mostrado”; ainda mais em 4 anos, ao contrário de uma obra pronta.

Talvez por isso a quase totalidade dos governantes brasileiros tendem a “materializar” as promessas de investimento em EDUCAÇÃO através da construção de prédios, ou na reforma de alguns, às vezes na miscelânea de “programas assistencialistas” com o ensino – como se quisessem fazer crer que a freqüência na escola pudesse parecer com algo associado a EDUCAÇÃO; propondo uma “mistureba” perversa e escravizante da população.

O que eles jamais fazem, e jamais farão, é atacar o cerne da questão educacional que está no conteúdo dos programas e na filosofia da ESCOLA, como elemento de transformação do ser humano e sua adequação ao terceiro milênio; nesse mister o mestre-escola é um elemento fundamental, e como tal necessita ser “revigorado” e qualificado: não se pode imaginar a ESCOLA sem o professor.

Por outro lado, estes mesmos governantes sabem que tal transformação não ocorrerá em 4 anos, sendo portanto mais fácil construir um prédio do que realizar tal transformação. E aí está fechado o ciclo perverso: o povo sem educação, sem qualificação, sem emprego na sociedade do conhecimento e do consumo; torna-se refém dos “programas populistas-assistencialistas” do tipo “bolsa-isso” e “bolsa-aquilo” que por trás embutem a perversidade do governante na manutenção da pobreza e da falta de EDUCAÇÃO patrocinada por seu governo.
Temos inúmeros exemplos da desqualificação da ESCOLA e o baixo nível de nossos alunos. A cada ano os “provões”, sejam do ensino fundamental, do médio ou superior, nos dão sobejas provas de que a qualidade está beirando o “meio-fio”, e, em muitos casos, já desceu pelo “bueiro”, mesmo.
Apenas para ilustrar o que tentamos resumir acima, vejam o exemplo extraído de uma prova realizada por um aluno do ensino médio do Rio de Janeiro que “estuda” num colégio particular.

Questão na prova final do Colégio Objetivo
"Faça uma análise sobre a importância do Vale do Paraíba"

Resposta do aluno:
"O Vale do Paraíba é de suma importância, pois não podemos discriminar esses importantes cidadãos. Já que existem o Vale-Transporte e o Vale do Idoso, por que não existir também o Vale do Paraíba? Além disso, sabemos que os Paraíbas, de um modo geral, trabalham em obras ou portarias de edifícios e ganham pouco. Então, o dinheiro que entra no meio do mês (que é o Vale), é muito importante para ele equilibrar a sua renda familiar."

2 Comments:

Blogger Ozéas said...

Concordo com você, os "provões" estão mostrando uma boa bagunça na educação, entretanto, essas avaliações do MEC também são uma boa de uma demagogia, basta ver que os alunos das universidades federais não participam, porque "não querem" e seus conceitos são sempre os melhores.
Abç

8:58 PM  
Blogger Marie Tourvel said...

Oi, Alex, querido. Consegui um tempinho no meu trabalho insano para lhe mandar um beijo e agradecer seu último comentário lá no "Letras". Bom "ouvir" aquilo, viu? ;) Beijinhos.

11:36 AM  

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