26 outubro 2007

POR QUÊ O BRASIL PRECISA DE EDUCAÇÃO?




Todos os políticos, sem exceção, principalmente aqueles candidatos ao Executivo, durante suas campanhas prometem priorizar a EDUCAÇÃO.
Alguns dizem, após assumir o governo (seja em qual nível for), que seu antecessor “nada fez pela EDUCAÇÃO...” e que “ele está fazendo o que jamais fora feito”, ou o recorrente “nunca antes na história deste país...“


Infelizmente o conceito de EDUCAÇÃO é abstrato, algo irreal, invisível, volátil, e portanto, impossível de ser “mostrado”; muito menos em 4 anos, ao contrário de uma obra pronta.

Talvez por isso a quase totalidade dos governantes brasileiros tende a “materializar” as promessas de investimento em EDUCAÇÃO através da construção de prédios, ou na reforma de alguns, às vezes na miscelânea de “programas assistencialistas” com o ensino – como se quisessem fazer crer que a freqüência a escola pudesse configurar-se algo associado a EDUCAÇÃO; numa “mistureba” perversa e escravizante da população.


O que eles jamais fazem, e jamais farão, é atacar o cerne da questão educacional que está no conteúdo dos programas e na filosofia da ESCOLA, como elemento de transformação do ser humano e sua adequação ao terceiro milênio; nesse mister o mestre-escola é um elemento fundamental, e como tal necessita ser “revigorado” e qualificado: não se pode imaginar a ESCOLA sem o professor.


Por outro lado, estes mesmos governantes sabem que tal transformação não ocorrerá em 4 anos, sendo portanto mais fácil construir um prédio do que realizá-la. E aí está fechado o ciclo perverso: o povo sem educação, sem qualificação, sem emprego, “a solta” na sociedade do conhecimento e do consumo; torna-se refém de “programas populistas-assistencialistas” do tipo “bolsa-isso” e “bolsa-aquilo”, que a sorrelfa embutem a perversidade do governante na manutenção da pobreza e da falta de EDUCAÇÃO patrocinada por seu governo.


Temos inúmeros exemplos da desqualificação da ESCOLA e o baixo nível de nossos alunos. A cada ano os “provões”, sejam do ensino fundamental, do médio ou superior, nos dão sobejas provas de que a qualidade está beirando o “meio-fio”, e, em muitos casos, já desceu pelo “bueiro”.


Apenas para ilustrar o que tentamos resumir acima, vejam o exemplo extraído de uma prova realizada por um aluno do ensino médio do Rio de Janeiro que “estuda” num colégio particular.

Questão de prova final do Colégio Objetivo
"Faça uma análise sobre a importância do Vale do Paraíba"

Resposta do aluno:
"O Vale do Paraíba é de suma importância, pois não podemos discriminar esses importantes cidadãos. Já que existem o Vale-Transporte e o Vale do Idoso, por que não existir também o Vale do Paraíba? Além disso, sabemos que os Paraíbas, de um modo geral, trabalham em obras ou portarias de edifícios e ganham pouco. Então, o dinheiro que entra no meio do mês (que é o Vale), é muito importante para ele equilibrar a sua renda familiar."

À consideração dos leitores...




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