06 março 2006

ATÉ QUANDO?



O muro de Berlim caiu em 1989, o que, para muitos, representou o fim da luta entre capitalismo e comunismo. Para grande parte da esquerda, entretanto, a ficha ainda não caiu, ainda que tantos anos tenham passado essa gente continua apegada a suas idéias ultrapassadas, sem perceber que o mundo todo mudou – e muito – desde o último século, persistindo nesse anacronismo insano.


Ao contrário do que acontece com as idéias da “esquerda”, o pensamento conservador, liberal, neoliberal, ou seja qual rótulo se prefira dar, teve um tremendo desenvolvimento desde a metade do século XX, e ganhou um impulso adicional nos tempos em que Ronald Reagan esteve à frente da presidência dos Estados Unidos.


Hoje, está claro para quem tem um mínimo de honestidade intelectual, que liberdade política e livre mercado são a melhor receita para que um país alcance desenvolvimento econômico e qualidade de vida.
Basta analisar com um pouquinho de bom senso e isenção política a realidade para perceber que idéias como “redistribuição de renda”, “igualdade social forçada”, “lutas pela terra” e “entraves à criatividade individual e a livre iniciativa” em nada contribuem para a melhoria da vida de ninguém. Ao contrário, são parte das razões que fazem o Brasil ter um crescimento econômico pífio, superando apenas o Haiti.


Os impulsos de modificar o mundo através da engenharia social e a tentativa de criação de um “novo Homem” foram responsáveis por muito sofrimento e por milhões de mortes num passado que, graças a Deus, já vai ficando distante. A União Soviética e seus “gulags”, Mao Tsé Tung e sua “revolução cultural” e aberrações como Pol Pot e suas matanças no Camboja são, neste novo milênio, tristes lembranças e um alerta para as futuras gerações.


Faz muito tempo que a esquerda não tem idéias. Sua cartilha ainda é a mesma do início do século passado. Alguns políticos socialistas em países europeus ou no Chile, por exemplo, têm obtido sucesso na condução de seus países, mas a verdade é que só o fizeram porque adotaram (ou mantiveram) a maior parte das receitas de seus antagonistas de direita.


Para ficar num só exemplo, basta pensar em Tony Blair à frente do governo britânico. Não é à toa que o Reino Unido continua crescendo, enquanto países como França e Alemanha estão estagnados. Não é à toa, ainda, que uma política como Angela Merkel – bastante conservadora para os padrões da Europa – esteja no poder na Alemanha.Mesmo os “paraísos socialistas” do norte da Europa, como Suécia, Finlândia ou Dinamarca, já não são mais os mesmos. Governos socialistas ou social-democratas, em todos os lados, estão colocando limites cada vez mais severos aos excessos do “welfare state”, reduzindo impostos e entraves burocráticos à livre iniciativa.


Nos Estados Unidos, apesar de toda a antipatia de expressiva parcela do público ao presidente Bush, o partido Democrata vem patinando há anos tentando recuperar o terreno que perdeu para os conservadores.
Nada funciona, eleição após eleição e o último progressista foi o polêmico Bill Clinton, que nunca teve a menor vergonha de apoderar-se das boas idéias da direita e apresentá-las como suas.


No Brasil, nossos intelectuais e a maioria dos políticos ainda são prisioneiros das emboloradas idéias coletivistas, ainda não conseguiram deixar para trás as amarras de conceitos ocos como “justiça social” ou “participação popular”. O fracasso do “lulismo”, contudo, deverá ser um bom ponto de partida para uma necessária revisão de conceitos.


A eleição que se aproxima pode ser, finalmente, o momento do “basta” para o eleitorado brasileiro.


Caso contrário teremos que aturar... até quando?

4 Comments:

Anonymous Ritoca said...

Oi Alexandre!

Vim para dizer que achei seu comentário lá no Tudo Azul, muito machista. Nunca esperava isso de vc...hehehe...

Abraços

Ritoca

4:28 PM  
Blogger Serjão said...

Claro, Alexandre. Se eles reconhecerem que estão ultrapassados perdem a bocada. Eles vivem deste discurso. São sindicatos, movimentos sociais e os intelectuias que continuam falando isso por que é sempere foi politicamente correto ser de esquerda. Um abraço
Em tempo: Só não sei se vaiter um basta. Há muito esquerdista na Imprensa

8:10 PM  
Blogger Nat said...

Alexandre,

Me pergunto: quando cairão os vários muros (felizmente, ainda em construção) da América Latina???

Grande abraço!

9:51 PM  
Blogger Saramar said...

Alexandre, a América Latina parece ter um carma maldito: sempre anda para trás e agora está se tornando berço para esses dinossauros rapaces. É muito preocupante.

2:23 PM  

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