04 maio 2006

VOCÊ SABIA?


Resolvi dar um tempo na "pancadaria política", não tanto pela escassez de "matéria-prima", mas para arrefecer e equilibrar os humores para o "próximo round".
Aproveitando o espaço tentaremos divertir nossos amigos leitores com curiosidades de conhecimentos gerais.

Ao se visitar o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso palácio não tem banheiros.
Na Idade Média, não existiam escovas de dente, perfumes, desodorantes, muito menos papel higiênico.
As excrescências humanas eram despejadas dos penicos pelas janelas do palácio.
Em dia de festa, a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para 1.500 pessoas, sem a mínima higiene. Não raro os ratos, que eram abundantes, caíam dentro do panelão da sopa e por lá ficavam.

Vemos nos filmes de hoje as pessoas sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que eram propositalmente feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia higiene). Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água encanada. O mau cheiro era dissipado pelo abanador.

Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos.
Quem já esteve em Versalles admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram só contemplados, mas também "usados" como vaso sanitário nas frequentes e famosas baladas promovidas pela monarquia, porque não existiam banheiros.

Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles, o início do verão).
A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores, junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Daí termos "maio" como o "mês das noivas" e a explicação da origem do buquê de noiva.

Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa.
Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças.
Os bebês eram os últimos a tomar banho.
Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível "perder" um bebê lá dentro. Por esta razão existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente "não jogue o bebê fora junto com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos.

Os telhados das casas não tinham forro e as vigas de madeira que os sustentavam era o melhor lugar para os animais - cães, gatos, ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, as goteiras forçavam os animais a pularem para o chão. Assim, a nossa expressão "está chovendo canivete" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs" (está chovendo gatos e cachorros).

Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada. Lembremo-nos de que os hábitos higiênicos, da época, eram péssimos. Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, venenosos.

Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia induzida pela mistura da bebida alcoólica com óxido de estanho).
Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estivesse morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.

A Inglaterra é um país pequeno, onde nem sempre havia espaço para se enterrarem todos os mortos. Então os caixões eram abertos, os ossos retirados, postos em ossários, e o túmulo utilizado para outro cadáver. Este costume permanece até hoje, sendo que os lapsos temporais variam em cada país.
As vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, Do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo.
Assim, surgiu a idéia de, ao se fechar o caixão, amarrar uma tira no pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e amarrá-la a um sino.
Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo, durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão usada por nós até os dias de hoje.

Você sabia?

7 Comments:

Anonymous vera said...

Olá Alexandre: veja a última novidade antes que a retirem do ar. :-)Bjs

1:20 PM  
Blogger Star said...

Alexandre


Após reunião entre Lula, Evo Morales, Kirchner e Chavez, praticamente foi anunciada a criação da "República Socialista da América Latina", pra bom entendedor, meia palavra basta. Não há mais chance de revertermos a situação. Eles vão roubar nossos votos e seremos servos do "grande Chavez". Lula e o PT nos entregaram para a Venezuela.


Pra mim chega.
Beijo

6:37 PM  
Blogger LCMarques said...

Grande Alexandre, excelente opção.
Quem não gosta de história e cultura, ainda mais que vc oportunamente nos mostrou muitas origens que eu desconhecia.
Merece um desses toda semana. Vou enviar por e-mail para vários amigos e claro, convida-los e visitar o seu excelente blog.
Amplexos.

8:39 PM  
Blogger Kafé Roceiro said...

Pra variar, mais um texto nota dez, Alexandre! É sempre bom estar por aqui, na sua casa.
abraço,
Kafé.

3:46 AM  
Anonymous Anônimo said...

Cool blog, interesting information... Keep it UP » » »

11:56 PM  
Anonymous Anônimo said...

Very cool design! Useful information. Go on! Cisco cat os Video+surveillance

3:59 AM  
Anonymous Anônimo said...

Cool blog, interesting information... Keep it UP »

8:30 AM  

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